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Livro: The 4-hour Workweek

Acabei de ler o livro "The 4-hour Workweek", de Timothy Ferris, 2007 (em inglês, via Amazon e Submarino). A idéia do livro é ajudar o leitor a dramaticamente reduzir sua jornada de trabalho, liberando-se assim de horários de trabalho fixos e da idéia de "trabalhar por trabalhar".

O autor descreve a sua história, contando como conseguiu se desvencilhar dos empregos tradicionais, delegando tarefas e criando negócios que se sustentam sem sua presença física, enquanto ele aproveita a vida em viagens que ele chama de "mini-aposentadorias", que duram desde alguns meses até mais de 1 ano.

Em quase 300 páginas de narrativa, o autor descreve seu método, resumido em uma sigla: DEAL: Definição, Eliminação, Automação e Liberação. Em "Definição", ele procura fazer o leitor entender sua situação e como a percepção de "trabalho" é muitas vezes incorreta. Em "Eliminação", a idéia é eliminar suas distrações e tudo o que não acrescenta ou que não vale a pena investir tempo. Em "Automação", talvez a parte mais interessante do livro, Tim explica como contratar outras pessoas para cuidarem de coisas mais simples para ganhar tempo, e como criar e gerir um negócio que pode ser facilmente automatizável, como um sistema de vendas. Finalmente, em "Liberação" ele tenta elaborar como sair de vez do escritório, e como curtir a vida a partir de qualquer canto do globo.

O método que o autor demonstra parece realmente muito bom para ser verdade. Infelizmente, esta é mais uma daquelas situações em que para 99.9% das pessoas isto vai ser impossível, por vários motivos. Para que tudo funcione como ele descreve, são necessários:
- um emprego que não dependa diretamente do seu know-how. Como eu posso delegar, por exemplo, que alguem atenda meus pacientes por mim? Ou, se seu negócio é baseado em serviços como programação, não é possível substituir o seu know-how tão facilmente.
- um chefe que aceite a idéia de você trabalhar de casa (ou melhor, de qualquer lugar). A idéia está cada vez mais popular aqui nos EUA, e acredito que no Brasil isto chegue também. Entretanto, a grande maioria das empresas ainda depende de funcionários que venham fisicamente trabalhar, principalmente aqueles abaixo de posições de gerência.
- para o modelo de negócios que Ferris propõe funcione, ele supõe que os seguintes estejam na mão: (1) uma idéia de produto com margem de lucro enorme, facil e rapidamente produzido em massa, (2) alta demanda pelo produto, (3) um sistema econômico que facilite (como cobrança, processamento de cartões de crédito, etc), (4) um sistema de estoque e despacho de produtos (claro, terceirizado) e (5) pessoas de confiança para tocarem o negócio por você. Claramente, nada simples.

Percebe-se, portanto, que a idéia de se trabalhar somente 4 horas por semana fica mais e mais longínqua. Mas não comprei o livro para trabalhar 4 horas (ou menos) por semana e sim para aproveitar algumas idéias do livro que podem ser aplicadas à minha vida profissional, como por exemplo:
- eliminar a avalanche de informação: excesso de sites e navegação inútil, eliminar interrupções durante o trabalho, checar o email com menos frequência, etc.
- trabalhar com prazos com maior eficiência
- eliminar as tarefas e clientes que somente trazem dor de cabeça, e focar nos 20% das tarefas que compõem 80% da renda/satisfação (regra 80/20).
- contratar um assistente virtual que possa fazer tarefas simples por mim parece mais e mais tentador. Com preços de US$5 por hora de trabalho, é algo que passa a ser interessante, baseando-se no valor estimado da minha hora de trabalho. Tarefas simples, como comprar uma passagem de avião, reservar uma mesa no restaurante, encomendar compras no supermercado/Amazon são as primeiras escolhas. Além disto, mesmo tarefas mais complicadas podem ser executadas por assistentes mais sofisticados, como pesquisas para postagem no blog, pesquisa do meu trabalho, e por aí vai.

Em suma, o livro mostra um estilo de vida que está fora do alcance da imensa maioria, entretanto vários aspectos apresentados podem ser aproveitados por qualquer um que tenha um emprego. A leitura é leve e o texto flui muito bem.

Temos um exemplar do livro (em inglês), para sortear entre quem postar um comentário neste post (e tiver mais de 16 tibs), que nos foi doado pelo Augusto, referente àquela promoção do Br-Linux. Por favor, um comentário por participante somente. O sorteio será feito daqui a 5 dias, e o vencedor será notificado por MP.

Esta semana a Microsoft liberou para o público em geral mais uma versão de testes (a Beta 2) do navegador Internet Explorer. Eu, que já testava o primeiro beta, baixei ontem e tratei de conferir se o IE terá fôlego para continuar na briga com o Firefox.

Primeiro incômodo: baixar 17MB, reiniciar o computador, esperar o instalador baixar mais alguma coisa e… adivinhem! Reiniciar o computador! Esse é um péssimo vício que a MS tem há anos. Não é possível que não consigam imitar a Fundação Mozilla nesse ponto.

A primeira impressão é de as páginas são renderizadas rapidamente. Em um teste bastante subjetivo, a página da NASA (www.nasa.gov) demorou 21s para ser completamente carregada no IE, enquanto o Fx precisou de 20,6s. Quem é mais perspicaz, vai notar que o endereço do site fica em destaque na URL, enquanto restante do endereço fica mais acinzentado. Além disso, a interface ocupa uma área menor da janela do navegador, “sobrando” mais espaço para as páginas (eu sei, eu sei que dá para mudar o tema do Fx, mas estou falando da instalação “default”).

Alguns problemas ainda persistem: a página do Meio Bit, por exemplo, é mostrada sem o primeiro avatar do editor. Os demais aparecem normalmente.

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Neste mês de setembro, a Sansa vai lançar no Brasil o FUZE, seu tocador MP3.

Recebi para análise um destes, com 8GB de flash. No entanto, por aqui só serão vendidas as versões 2GB e 4GB. O preço fica para o último parágrafo...

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A primeira impressão: ele é bonito. Muito bonito. O modelo enviado para a análise é da cor prata (estão disponíveis as cores: azul, vermelha, preta e rosa) e o material passa a impressão de ótima qualidade. A parte traseira é de um plástico rugoso e a frontal é de um plástico liso, brilhante e muito agradável ao tato. Pesando menos de 60g e com 7,8cm x 4,8cm x 0,76cm, cabe perfeitamente no mão e nos bolsos.

Antes de prosseguir, as características técnicas:

  • modelos de 2GB, 4GB ou 8GB;
  • tela de 1,9’’ (220x176);
  • saída para fones de ouvido tipo P2;
  • rádio FM (armazenamento de 40 estações);
  • gravador de voz;
  • suporta mp3, wma, wav, mpeg4;
  • USB 2.0;

 


Carlos Morimoto (aquele mesmo) é um sujeito ambicioso (no melhor sentido da palavra). Depois de "Hardware, o guia definitivo" e "Redes, guia prático", saiu agora o livro "Servidores Linux - Guia Prático" (Editora Meridional, ISBN 978-85-99593-13-4, R$ 76,00). servidores-sm

Por 736 páginas o autor nos brinda com dicas e explicações detalhadas, que vão da formatação do sistema até a configuração dos serviços de DCHP, Proxy, Samba... são 14 capítulos, divididos da saguinte forma:

  • Capítulo 1: Instalação e administração do sistema
  • Capítulo 2: Compartilhamento, DHCP e Proxy
  • Capítulo 3: Firewall
  • Capítulo 4: Configurando VPNs com o OpenVPN
  • Capítulo 5: Samba
  • Capítulo 6: Configurando servidores web
  • Capítulo 7: Configurando o DNS
  • Capítulo 8: Configurando servidores de e-mail
  • Capítulo 9: Gerenciando o servidor com o ISPConfig
  • Capítulo 10: SSH e acesso remoto
  • Capítulo 11: Terminais leves com o LTSP
  • Capítulo 12: Virtualização
  • Capítulo 13: Backup
  • Capítulo 14: Hardware de servidores

Dois capítulos, em especial, me chamaram a atenção: o sétimo, sobre DNS. Este é um serviço "chato" de se explicar para os não-iniciados, especialmente quando se chega a hora de dizer que ele funciona "de trás para a frente", o que confunde 8 entre 10 alunos. Mas da forma como foi abordado o assunto, imagino que esse número baixe consideravelmente.

O outro foi o décimo, sobre SSH. Além do óbvio acesso remoto, Morimoto vai muito além, explicando detalhadamente várias outras possibilidades, como o uso com celulares e a montagem remota (e segura) de pastas. E tudo isso com a visão prática, bem ao estilo "mão na massa", que o consagrou.

Mais uma obra indispensável na prateleira do técnico, engenheiro ou administrador de sistemas.

Como não poderia deixar de ser, tenho uma cópia para sortear. Como o pessoal tem reclamado, desta vez será por sorteio. Basta escrever nos comentários "Eu quero!" e no próximo sábado farei o sorteio usando o site random.org. Mas apenas um comentário por usuário!

Atualização: esqueci de comentar, mas o exemplar está autografado pelo autor!

Quando você liga seu PC, ele parece que vai decolar de um porta-aviões? As pessoas perguntam se tem uma bomba d'água ligada, ou um compressor de geladeira antigo? Pois então já existem soluções para deixar sua máquina mais silenciosa. Vou compartilhar minha experiência nesse artigo.

Eu tenho trauma de computadores sofrendo com super-aquecimento de componentes. Tudo começou quando eu tive minha primeira placa de vídeo, uma Diamond Monster 3D com o chip 3DFX Voodoo. Era excelente, o céu tinha nuvens e o chão não era mais liso: texturas! O tempo passou e a indústria de refrigeração de PCs não tem do que reclamar. Aqui no Brasil, em especial, ela deveria ser ainda mais proeminente, se os impostos caíssem dos níveis atuais de multa para algo dentro do bom senso.

O problema em escolher ventiladores para PC é justamente a quantidade certa de performance e ruído. O PCFrank atual, quando foi montado, foi devidamente equipado com barulhentos Thermaltake com rotações altas. O único problema é que ao ligar o computador, as pessoas perguntam se ele flutua igual um hovercraft.

Ontem foi dia de fila. Sábado pela manhã, a missão era comprar um iPhone 3G aqui em Chicago. A primeira opção foi a Apple Store no centro da cidade. Decisão equivocada: apesar de aberta, as 9 da manhã havia mais de 150 pessoas na fila, com a loja aberta. Decidi tentar uma das lojas da AT&T. Felizmente a loja perto de onde moro ainda não havia aberto, portanto fui para a fila. Chegando 30 minutos antes da loja abrir, havia 22 pessoas na minha frente, algumas claramente há um bom tempo lá, com amigos e cadeiras de praia. A loja abriu pontualmente às 10 da manhã, e o atendimento foi rápido, aparentemente os problemas para ativar os iPhones foram resolvidos, e 50 minutos depois saí da loja com um iPhone 3G 8Gb, ativado, e com o número transferido da operadora anterior. O processo foi inteiramente eletrônico, o atendente configurou o plano, pediu alguns dados, e só assinei o contrato em um daqueles leitores de cartão de crédito.

Não vou postar aqui sobre as minúcias e detalhes que já foram esmiuçados por outros sites, vou apenas contar minha experiência pessoal com o novo iPhone. Sou usuário de um Blackberry 8700g, com uso pesado de e-mail.

Sempre fui fã do trabalho do Morimoto (aquele mesmo), especialmente da sua "distribuição de um homem só": o Kurumin. Portanto, foi com uma enorme ansiedade que baixei a imagem da versão "NG 8.06", a primeira desde que o desenvolvimento ficou a cargo de Leandro Santos. Curiosamente, a página do projeto fala muito pouco da parte técnica, dos programas instalados e se resume, basicamente, a uma breve descrição e um link de download.

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