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A Sony do Brasil e a revista Fotografe Melhor (Editora Europa) estão colocando em prática o seu segundo concurso fotográfico voltado para o público universitário. Segundo o enunciado do concurso, o objetivo é revelar novos talentos na fotografia brasileira. Para participar é necessário ser estudante universitário de qualquer curso em qualquer área do conhecimento. Ano passado, durante o primeiro concurso, havia duas categorias, jornalismo e artística. Esse ano, as categorias foram eliminadas e existe apenas um tema central que é "Meu olhar sobre o Brasil". Como o próprio tema já mostra, e possível inscrever fotografias de qualquer situação em qualquer parte do Brasil.
Cada participante pode enviar no máximo 03 fotos impressas em papel fotográfico no tamanho mínimo de 15cmx21cm e máximo de 20cmx21cm. Programas de manipulação digital poderão ser usados apenas para correções básicas como cor, saturação e contraste. O prazo para envio das imagens é até 15 de janeiro de 2009, valendo como prova a data do carimbo do correio. Como todo concurso de respeito, as imagens não serão utilizadas para qualquer evento publicitário e poderão ser retiradas ao final do concurso na sede da Editora Europa. As fotos não retiradas serão enviadas para reciclagem.
A premiação é muito interessante:
1 Lugar - Câmera fotográfica DSLR Alpha 700K com objetiva 18-70mm, Grip de Bateria VG-C70AM, cartão de memória Sony com 8GB, mochila Photo Prisma Pro da Alhva Cases, Fotolivro Digipix com as fotos selecionadas no concurso, certificado de participação, assinatura de um ano da Revista Fotografe Melhor;
2 Lugar- Câmera fotográfica DSLR Alpha 300K com objetiva 18-70mm, Gripe de Bateria VG-B30AM, cartão de memória Sony de 4GB, mochila Photo Prisma Pro da Alhva Cases, Fotolivro Digipix com as fotos selecionadas no concurso, certificado de participação, assinatura de seis meses da Revista Fotografe Melhor;
3 Lugar - Câmera fotográfica DSLR Alpha 200K, cartão de memória Sony de 2GB, mochila Photo Prisma Pro da Alhva Cases, Fotolivro Digipix com as fotos selecionadas no concurso, certificado de participação, assinatura de seis meses da Revista Fotografe Melhor;
Do quarto ao décimo colocados será emitido um certificado de Menção Honrosa.
Sei que muitos acabam não participando desse tipo de concurso por não se acharem capazes de produzir uma imagem vencedora, mas, por mais clichê que possa parecer, o interessante é competir. Analisando os vencedores dos últimos concursos notamos que não são imagens do cotidiano que foram captadas em um momento oportuno. Quanto mais nos forçarmos a produzir imagens por conta do ato fotográfico em si, maior será a evolução técnica do fotógrafo.
Mais informações em www.fotografemelhor.com.br/concursouniversitario
O filme fotográfico não está morto. Nem mesmo o filme instantâneo. Tudo bem que a Polaroid encerrou suas atividades, mas a Fujifilm continua a todo vapor com a produção do Instax Instant Color Film. A câmera Fuji Instax 200 possuí uma lente grande angular, flash auto regulável, visor LCD com todas as informações com fácil interpretação e entrega uma cópia instantânea com qualidade profissional no tamanho 6,2x9,9 cm. A câmera é um sucesso de uso na Ásia e Europa e, por conta de pressões do mercado americano, agora está disponível nos Estados Unidos.
A pressão no mercado americano se deve a diminuição da disponibilidade de filmes instantâneos e a existência de atividades que ainda se utilizam desse expediente. Ramos da saúde, justiça, corretoras de seguros e imobiliárias ainda se utilizam desse tipo de equipamentos para laudos e relatórios. A companhia acredita que os usuários familiarizados com o sistema instantâneo vão se surpreender com a qualidade do Instax Instant Color Film.
Tive o privilégio de ter uma Instax 200 nas mãos (algumas pessoas aqui no Brasil compraram essa gracinha e deve ser fácil de achar em lojas de usados) e realmente é um absurdo a qualidade, principalmente se comparada com as concorrentes da época. A Instax 200 vai estar à venda no mercado americano por U$ 69,99 e o pacote de filme com 20 poses vai sair por U$ 28,99.
A Kodak (Eastman Kodak Company) registrou nos tribunais dos Estados Unidos e na Comissão de Comércio internacional um processo por quebra de patentes de tecnologias fotográficas desenvolvidas para aparelhos celulares. Os alvos dos processos são a Samsung Eletronics e a LG Eletronics. Segundo a empresa americana, as duas companhias do ramo de eletrônicos em geral usaram, sem a devida permissão, soluções desenvolvidas pela Kodak voltadas para captura de imagens, compressão de dados e armazenamento. Os produtos que estariam usando indevidamente essas tecnologias são o Samsung Blackjack II e o LG Dare handsets.
Segundo a empresa americana, a Kodak investiu milhões de dólares em desenvolvimento de novas tecnologias sempre estando na vanguarda de novas descobertas e que conversações com as duas empresas se mostraram infrutíferas para chegar a um acordo. O processo visa defender o interesse dos acionistas e dos atuais licenciados da Kodak. Vele lembrar que a tecnologia da empresa é licenciada legalmente para Panasonic, Motorola, Nokia, Olympus, Sanyo, Sharp, Sony e Sony Ericsson.
Bem, ainda não temos comentários das duas empresas que foram acionadas, mas provar que a tecnologia foi usada sem o pagamento dos direitos devidos não deve ser muito complicado. O mercado de desenvolvimento de sensores e processadores na fotografia é um dos mais competitivos do mundo. Empresas como Canon, que trabalham em quase todas as partes do desenvolvimento de suas câmeras, defendem seus técnicos com unhas e dentes, sempre cobrindo propostas de outras empresas para não perder os funcionários qualificados. Empresas sem tradição em desenvolvimento acabam comprando a tecnologia ou copiando sem autorização. Como em todo caso de pirataria, é importante ficar de olho quando essas coisas acontecem.
A quantidade de pessoas que usa a câmera do celular para registrar momentos importantes é impressionante. Basta dar uma olhada nos álbuns do Orkut (tudo bem, sei que não e o melhor dos exemplos) para notar uma quantidade gigante de fotos com muito ruído e aberrações cromáticas vindas dessas câmeras. Por outro lado, é quase impossível pensar em um celular hoje em dia que não venha equipado com câmeras e outros recursos específicos do mundo da fotografia. Porém, grande parte dos problemas encontrados em câmeras fotográficas de celulares se devem a seu sensor minúsculo e as lentes de baixa qualidade.
Foi pensando nesse fator que a Sony anunciou o desenvolvimento de uma nova linha de sensores fotográficos desenhados exclusivamente para aparelhos celulares. Dentre os vários sensores anunciados, o mais impressionante é o IMX060PQ com 12 megapixels de resolução máxima. O sensor CMOS foi produzido levando em conta a tecnologia dos sensores das DSLR da marca e possuí tamanho de 1/2,5 polegadas. Pode ainda parecer pequeno, mas vale lembrar que sensores desse tamanho são comumente utilizados em câmeras compactas e ultra zooms. A Sony ainda vai disponibilizar para esse sensor uma pequena lente equivalente a uma 28mm com diafragma f/2.8. Creio que será a tecnologia mais moderna a ser utilizada em sensores fotográficos para celulares atualmente.
Fotografar pode ser um ótimo passa tempo. Muitos usam o ato fotográfico para aliviar o estresse da vida urbana. Sair no fim de semana com seu equipamento e registrar a natureza ou formas arquitetônicas pode ser reconfortante, mas não precisa, necessariamente, ser um ato solitário. Para sorte dos fotógrafos amadores (aqui, a palavra amador é usada no sentido de pessoas que praticam a fotografia por amor e não no sentido pejorativo de coisa mal feita) existem, espalhados por quase todos os cantos do Brasil, os Fotoclubes.
Fotoclubes são associações sem fins lucrativos que visam agrupar fotógrafos amadores e profissionais em torno de discussões teóricas e saídas fotográficas práticas. Segundo nos conta a história, os primeiros fotoclubes apareceram na França em meados de 1850, apenas 11 anos após o anúncio oficial da invenção da fotografia, feita por Daguerre para a Academia de Ciências da França. Claro que naquela época o ato fotográfico era muito mais complicado. Para ser fotógrafo era necessário entender de química e física e carregar quilos de equipamentos e chapas de vidro. No Brasil, o primeiro fotoclube que se tem notícia foi o Photo Club Helios criado por imigrantes alemães em Porto Alegre no ano de 1918.
O movimento fotoclubista nacional foi muito forte na década de 70 e sofreu um declínio nas décadas seguintes por conta de sucessivas crises econômicas que tornaram o ato fotográfico muito caro. Várias associações fecharam suas portas enquanto outras sobreviveram com alguns poucos membros mais idealistas. Porém, tudo isso mudou com o advento da fotografia digital e a melhora da situação econômica do país. Com a grande tendência de convergência de mídias, quase todo mundo, seja por conta de câmeras ou por celulares, tem acesso imediato a fotografia. Com essa nova safra de fotógrafos surgindo os fotoclubes ganharam força e vários novos foram criados.
Um fotoclube não é apenas um lugar onde vários fotógrafos se reúnem para fazer fotos. Ele é um espaço de discussão. Vários dos movimentos que definiram a fotografia moderna no Brasil surgiram em discussões e debates teóricos em fotoclubes. Além de abrir o olhar, é um local para abrir a mente e realmente aprender fotografia.
Para quem se interessou pelo assunto e quer saber se sua região possui um fotoclube, é só entrar na página da Confederação Brasileira de Fotografia e averiguar os mais de 50 clubes filiados. Se você gosta de fotografia e possuí um grupo forte em sua cidade, a saída é fundar um fotoclube. Todas as dicas e orientações também podem ser conseguidas em um contato com a Confederação Brasileira de Fotografia.
No principio havia a luz, e muitos viram que ela era boa. Mas, alguns queriam ir mais longe. Como o próprio nome diz, fotografia significa “escrever com a luz” e sua descoberta, ou invenção, não pode ser creditada a apenas uma pessoa. Tudo foi uma enorme junção de pequenas descobertas que passou por Aristóteles, que já descrevia o processo da Câmara Escura, e terminou com diversos químicos que descobriram e empregaram a sensibilidade do sal de prata em relação a luz. Toda essa cascata de pequenas descobertas culminou com Joseph Nicéphore Niépce, no longínquo ano de 1826, apresentando ao mundo o primeiro exemplar do que viríamos a chamar de fotografia. Mas, aqui cabe fazer uma pequena justiça histórica. O primeiro indivíduo do mundo a usar o termo fotografia foi o brasileiro Hercule Florence, na vila rural de São Carlos, hoje conhecida como Campinas. Embora tenha feito experimentos na mesma linha de Niépce, o brasileiro acabou desistindo de sua procura e teve o nome esquecido pela história oficial, pelo menos até recentemente.
De Niépce até as primeiras câmeras fotográficas foi um pulinho, mas eram geringonças grandes, pesadas e complicadas de serem usadas. Foi preciso a engenhosidade de um bancário chamado George Eastman, em 1880, para transformar a fotografia em um produto de massa. Durante as noites, em seu laboratório, ele passava horas planejando e idealizando o que chamamos hoje de filme fotográfico. Eastman foi o primeiro a colocar no mercado um fotograma em rolo com todos os produtos químicos necessários para se realizar uma fotografia. Sua empresa começou a vender pequenas câmeras fotográficas com rolos de filme com 100 poses. Após fazer as fotos, o feliz comprador do equipamento tinha que enviar a câmera até a empresa, onde as fotos seriam reveladas e reenviadas pelo correio impressas em papel juntamente com a câmera com um novo rolo de 100 poses. O lema da empresa era “Você aperta um botão e nós fazemos o resto”. A empresa, que adotou o nome de Kodak, proporcionou a primeira grande revolução dentro da fotografia. De um dia para o outro, todos se transformaram em fotógrafos e passaram a registrar o cotidiano, construir seu próprio sítio de memórias em forma de álbuns fotográficos de família.
Eu adoro a Olympus. No ponto de vista das compactas ela fica na média de qualidade quando comparada com outras marcas, mas nas DSLR ela simplesmente detona. Infelizmente, a empresa não tem uma grande penetração nesse segmento em terras tupiniquins. Uma pena, pois apresenta equipamentos práticos, leves e com qualidade incontestável. A mais recente câmera a se juntar a família E é a E-30, que seria um meio termo entre as câmeras mais baratas e a top de linha E3. O equipamento chega ao mercado com sensor Live-MOS de 12 megapixels, tela de LCD de 2,7 polegadas articulado, estabilizador de imagem, 5 fotos por segundo no modo contínuo, velocidade máxima de obturador em 1/8000s e sistema Live View.
Tudo bem, você pode até me dizer: 'e dai?", afinal de contas quase todas as câmeras dessa categoria estão apresentando características parecidas, mas a Olympus é famosa por inventar e reinventar novas funcionalidades. O grande truque desse modelo é incorporar o que a Olympus está chamando de Art Filters, que também poderia ser encarado como uma gama de efeitos, como o Preto e Branco e o Sépia nas compactas. Temos seis filtros artísticos classificados como Pop Art, Soft Focus, Pale & Light Colour, Light Tone, Grainy Film e Pin Hole. Cada filtro aplica uma série de configurações e regulagens automáticas para afetar o resultado final da imagem. Por exemplo, o filtro Pin Hole diminui o brilho periférico, dando a impressão que se está olhando por um orifício. Além disso a foto é reduzida a apenas uma cor tonal. O resultado prometido chega bem perto de fotos feitas com caixa de sapato e negativo fotográfico.
No mais, a câmera trás as perfumarias de costume como o Face Detection, o Live View, que já se tornou obrigatório em todas os equipamentos, e a Shadow Adjustment Technology, que melhora a exposição em zonas com sombras nas fotos. Fora isso, temos o útil controle Wireless para flash externo, que é uma mão na roda para melhorar a criatividade da iluminação de suas fotos.
A câmera vai estar à disposição do consumidor em janeiro de 2009 ao preço de U$ 1.299,00 (apenas o corpo) e aposto um Lanche Mirabel do Fofão que não vai chegar ao Brasil, pelo menos não de forma legal.