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Enquanto aqui a Justiça Eleitoral tira do ar blogs achando que são o Twitter, e proíbem candidatos de linkar para vídeos do YouTube, nos EUA o buraco é mais embaixo. Ou em cima. Não só a Internet está sendo usada como está sendo bem usada, por ambos os lados E pelos eleitores. Sarah Palin, a MILF (futura VPILF) companheira de chapa de John McCain e candidata ao cargo de Vice-Presidente dos EUA teve sua candidatura inicialmente proposta por um blogueiro, estudante de 19 anos. Quando a indicação saiu ela e o marido ligaram para o blogueiro agradecendo.
As convenções e debates estão sendo meticulosamente acompanhadas pela Internet, acompanhamento este monitorado pelas grandes redes de notícias, em uma retroalimentação de informação fantástica.
Agora o Comitê de Campanha do Partido Democrata lançou uma aplicação para iPhone que é o sonho de todo gerente de campanha:
O programinha permite que o cabo eleitoral organize desde uma lista de chamadas telefônicas promovendo o candidato até receber informações de eventos locais, tudo com direito a geolocalização. O telefone descobre onde você está e se vira para achar eventos. Há formulários de cadastro em listas de distribuição de emails, acesso a filmes e fotos, notícias e muito mais.
A sensação de mexer em um programa desses e depois ver o nosso horário eleitoral gratuito e as peripécias da Justiça é que estamos na idade da pedra da democracia.
Um acontecimento hoje nos Estados Unidos mostrou como apenas uma ou duas pessoas podem afetar tanto uma indústria.
O site da CNN possui uma área chamada iReporter. Nela qualquer usuário pode postar uma notícia ou algo que simplesmente tenha presenciado. Logo cedo, um sujeito escreveu lá que um amigo que trabalho em um hospital havia lhe dito que Steve Jobs teria dado entrada no pronto-socorro com uma forte dor no peito e dificuldades para respirar. "O mago" da Apple teria sofrido um ataque cardíaco.
Você deve ter pensado: O que tem demais "um zé ruela qualquer" ter escrito qualquer algo sobre o Jobs? A princípio nada. O problema é que o mercado reagiu logo após o "anúncio" e as ações da Apple caíram 10%. Um porta voz da empresa tratou então de dizer à Reuters que o incidente não havia ocorrido e que Steve Jobs estava bem. A situação voltou ao normal e a empresa da maça recuperou os pontos perdidos na bolsa. Vale lembrar que esta não é a primeira vez que "tentam matar" Steve Jobs, já que há alguns meses a rede de noticias Bloomberg divulgou erroneamente o obituário do executivo.
Depois de ler a história, várias perguntas circulam minha cabeça. Como é possível uma empresa correr o risco de perder tanto dinheiro por causa da irresponsabilidade de uma única pessoa? Será que este evento servirá para que repensemos um pouco a liberdade de expressão (que foi dada ao ser humano graças a internet?
Por outro lado, mesmo sendo um dos pilares da Apple, não seria um exagero as ações da empresa caírem tanto por causa de uma pessoa? Estamos falando de milhões aqui. Em uma indústria que se considera tão profissional, a morte de um membro, por mais importante que ele seja, não deveria refletir tanto na parte financeira das empresas.
[via TGDaily]
Uma das principais mudanças que o iPhone trouxe foi induzir a criação de sites mobile sem má-vontade. Até então sites mobile eram feitos nas coxas, ou patéticos arremedos de sites rodando em WAP ou hotsites feitos para parecer FLASH, com usabilidade zero e restritos a um único produto. Os sites “iPhone-ready” usam e abusam da estética limpa iniciada pela Apple E da usabilidade das aplicações do iPhone. Isso faz com que sejam mais práticos e leves, mesmo que você use outros aparelhos.
O Flickr por exemplo sempre teve um site mobile, em http://m.flickr.com, mas nunca foi grandes coisa. Agora com o redesign, está bem mais amistoso. Infelizmente ele está reconhecendo o iPhone / iPod Touch e só exibindo a versão nova nesses aparelhos.
A tela inicial agora tem botões com fundo e uma barra de menus, antes era apenas uma lista de links sem formatação.

Os uploads recentes de seus contatos trazem mais informação do que antes, agora já dá para saber se a imagem foi comentada ou não. Clicando nela, temos uma tela formatada especialmente para o layout Apple:
Aqui temos a foto em uma tela com preview das anteriores e posteriores (sim, “posteriores” em foto do Morróida tem duplo-sentido). Não é possível ver ou deixar notas, mas é possível postar comentários. A resolução intermediária é uma boa solução, permite visualizar fotos melhor do que o microthumbnail tradicional, e economiza tráfego de dados em relação à foto em tamanho grande, que também está disponível a um clique (ou tap) de distância.
Na lista de atividades recentes podemos ver os comentários feitos em nossas fotos, com direito a formatação decente. Não mais fica aquela sensação de algo apertado e improvisado. Consultar o Flickr via iPhone é hoje tão confortável quanto do PC.
Só há um enorme, absurdo e inaceitável furo na aplicação: Não é possível fazer upload de fotos, como é possível no Flickr Mobile convencional.
Você com certeza já ouviu por aí que celular pode causar câncer, que microondas pode causar câncer e agora mais um produto eletrônico entra nessa lista dos vilões da saúde humana, o Mac Pro.
O jornal francês Libération publicou um artigo falando sobre o caso de um cientista que prefere não ser identificado e que notou que após algumas semanas da compra de um Mac pro para o laboratório, o mesmo estava exalando um odor que irritava os olhos, nariz e laringe. Ele fez uma pesquisa na internet e constatou que várias pessoas nos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra reclamavam do mesmo problema.
Após realizar alguns testes, teria sido descoberto que o computador o cheiro possui várias toxinas, entre elas benzina, um produto que se inalado por muito tempo pode causar câncer. O "problema" seria exclusividade dos modelos fabricados antes de 2008. A Apple tratou então de soltar um comunicado onde afirmam não ter encontrado nenhum vestígio do problema citado, mas que continua investigando o caso.
Enquanto isso, a Net Applications averiguou que o número de acessos a internet de usuários de Mac passou da casa de 8%, um aumento de menos de 1%. Inocentes... Esses 8% não sabem o risco que estão correndo.
[via MacWorld]
O Textually.org refere-se hoje a uma reportagem do South China Morning Post, um jornal chinês burro que ainda acredita em assinatura de conteúdo online portanto não leva link. Na tal reportagem a China Mobile diz ter interesse no iPhone, e que este pode ser vendido no mercado chinês. Seeeee… a Apple criar uma versão especial, sem 3G e sem WIFI.
A idéia genial da China Mobile é proteger a rede de TD-SDCDMA, o formato 3G proprietário chinês, equivalente ideológico ao nosso genialmente bem-sucedido em escala mundial PAL-M.
Então vejamos: “Olha, eu deixo você entrar no meu mercado, mas você TEM que trazer seu produto lobotomizado. Tire as mais vantajosas características dele, para que fique igual ou inferior ao que temos localmente, ok?” Eu até diria que isso é fruto do marketismo-leninismo chinês, mas me trouxe fortes lembranças do tempo da Reserva de Mercado de Informática, no Brasil.
Quando também não tinha nem cheiro de Apple por perto.
Quando você pensa em venda de músicas online, qual é o primeiro nome que lhe vem a cabeça? Muito provavelmente você pensou no iTunes. O que você faria então se fosse dono de uma marca tão poderosa quanto o iTunes e a indústria resolvesse aumentar os royalties cobrados por cada venda em cerca de 66%? A Apple decidiu que não brincará mais.
O problema é que será votado em Washington, D.C. na próxima terça-feira um pedido para que a taxa que as lojas online pagam sobre cada música vendida suba de US$ 0,09 para US$ 0,15. A empresa se nega a aumentar o valor de US$ 0,99 cobrado pelas canções e afirma que se tiver que arcar com a diferença, ela passará a ter prejuízo, o que inviabilizaria o serviço. Antes que alguém diga que a Apple lucra muito com as vendas, saiba que US$ 0,70 de cada venda é passada para as gravadoras.
Eddy Cue, vice-presidente da marca deu uma declaração bastante sincera onde disse que a "Apple já deixou claro repetidas vezes que está nesse negócio para ganhar dinheiro e que muito provavelmente não continuaria operando [o iTunes] se não fosse possível fazer isso tão lucrativamente."
Embora pareça um pouco de birra, é importante notarmos que os custos de manutenção de um serviço como o iTnues deva ser algo astronômico mas também temos que concordar que boa parte do sucesso dos iPods e iPhones da vida se devam a loja de venda de músicas da empresa.
Por outro lado, as gravadoras (e porque não os artistas) também precisam ficar preocupadas. Estima-se que a Apple já tenha vendido mais de 2.4 bilhões de músicas apenas este ano e que seja dona de 855 do mercado. Não é difícil perceber que a morte de um gigante deste porte poderia mudar completamente a indústria fonográfica como conhecemos hoje. A questão que fica é: Isso seria bom ou ruim?
[via Fortune]
De acordo com uma notícia publicada pelo The Associated Press, a Apple está tomando uma atitude daquelas que nos faz chegar a conclusão: por que ninguém pensou nisso antes? A turma da maçã estaria aproveitando a tecnologia VoiceOver presente no Mac OS para tornar tanto o iTunes quanto o iPod acessíveis a deficientes visuais.
O projeto que está sendo desenvolvido em parceria com o estado de Massachusetts e como parte do acordo a Apple teria doado US$ 250,000 para uma comissão destinada aos cegos do estado. Os usuários do Windows não ficarão de fora já que a turma de Steve Jobs fechou uma parceria com uma empresa que desenvolveu uma API que funciona junto com um aplicativo capaz de ler o que está sendo mostrado na tela.
Mesmo sendo uma iniciativa louvável, note que com isso a empresa consegue alcançar mais um nicho de mercado e tornará mais fácil a compra de músicas para pessoas com problema/ausência de visão. De qualquer forma, ponto para a Apple.

[via AppleInside]