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Acabei de receber um panfleto de uma operadora de telefonia celular oferecendo adesão a um plano ilimitado de internet banda larga de 1 MBps por R$ 99,90 / mês. Ao realizar uma rápida pesquisa pelos websites de Claro, Vivo, TIM e Oi, é claro notar que os preços estão padronizados: R$ 99,90 /mês com acesso ilimitado.
Incrível como 4 grandes operadoras conseguiram chegar exatamente no mesmo plano e mesmo preço. Seria leviano acusá-los de formação de cartel sem provas, mas é estranho todos estarem ofertando exatamente o mesmo serviços, com as mesmas condições e os mesmos preços.
Dito isso, a escolha será pela "marca" e cobertura. Internet por banda larga 3G usa a rede de telefonia celular de terceira geração para trafegar dados em velocidades mais altas. Não há como garantir velocidades máximas o tempo todo, pois fatores climáticos, geográficos e a própria locomoção do usuário afetam o desempenho.
Em 1977 Orson Scott Card escreveu sua história de Ficção CientÃfica mais famosa, Ender´s Game, onde um garoto de 6 anos é recrutado para treinamento em uma academia de combate. Os anos passam, as simulações vão ficando cada vez mais complexas, até que ele vence o último teste, só para descobrir que na verdade estava comandando remotamente uma frota de naves da Terra.
A história se passa em 2135, mas o Coronel Chris Chambliss, um piloto aposentado de F16 com 49 anos não teve que esperar tanto. Ele trabalha na base área de Creech, no deserto de Nevada, EUA.
O trabalho do Coronel é bombardear alvos no Iraque, do conforto de uma sala com ar-condicionado, cafezinho e ordenanças para pegar sanduiches de salame quando ele pedir.
Ele é parte de uma equipe de 250 aviadores da 432a Ala Aérea, um grupo de combate da Força Aérea formado por aviadores experientes E Predadores armadores com mÃsseis.
O Predador comunica-se diretamente com satélites, via link (muito) encriptado. Uma equipe de dois homens comanda a aeronave, que é autônoma, se necessário.
Para o Pentágono está sendo um presente divino. Um piloto na segurança de uma base aérea sofre stress zero, e não corre risco nenhum. Perder um piloto implica em milhões de dólares perdidos, além do tempo de treinamento. Perder uma máquina, mesmo que cara, é só dinheiro.
Analistas mais ousados preveem que a geração de caças que está saindo das pranchetas agora será a última em que pilotos humanos viajarão dentro das aeronaves. Dada a tecnologia e automação (não conte para ninguém, mas um avião comercial hoje em dia pousa sozinho, se necessário) muito provavelmente estão certos.
O grande problema para automatizar caças, entretanto, é o atraso de transmissão do sinal. Einstein é cruel, limitou a velocidade da luz em 299.729,5Km/s, o que parece muito, mas se um sinal para subir a um satélite geoestacionário percorre 36.500Km, para descer percorre outros 36.500Km (no melhor cenário) temos 0.24s de atraso. SEM CONTAR processamento.
Talvez resolvam com cabos submarinos, ou estações locais atrás das linhas de batalha onde os pilotos possam ficar, seguros mas perto da ação.
O que vai mudar, e isso é muito de seu interesse, caro geek/nerd/gamer é que ninguém mais precisará ter 1.80 como o Tom Cruise (em Top Gun) e passar por dificÃlimos exames fÃsicos. Pilotar caças dependerá de talento, apenas. Não importa se você desmaia em montanhas russas. Se você é imbatÃvel no Falcon 4.0 (Crimson Skies não conta, infelizmente) Tio Sam se interessará por você.
A Telepresença naturalmente se espalhará para outros campos. O único motivo de não termos tanques totalmente automatizados e controlados remotamente é o custo.
É a guerra do videogame, mas desta vez os gamers poderão participar. Você toparia? Eu não sei. Se fosse a Argentina...
Claro, no final teremos automação total e unidades de combate com capacidade de decisão independente. Uma excelente idéia...
Fonte: Wall Street Journal
A H2O Networks é uma Start-up que vendeu um peixe e tanto para a prefeitura de Bournemouth, Inglaterra: Uma rede de 100 Megabits, fornecendo Internet por toda a cidade, a um custo total de mÃseros 30 milhões de libras esterlinas. O segredo? Ao invés de cabear a cidade toda enchendo os postes de fios ou cavando buracos por todo canto, usaram o sistema de esgotos.
Assim chega-se o mais próximo possÃvel das residências e comércios, e a conexão final é feita através de um buraco com 1 metro de comprimento e 2cm de diâmetro. A transmissão é toda via fibra óptica.
A economia ao utilizar o sistema de esgotos é imensa, mas como sempre não pensaram nos detalhes como manutenção.
Se você reclama de sujar a camisa ou se espetar ao enfiar a mão atrás do rack para encaixar um cabo de rede, imagine os pobres cornos que terão que literalmente caminha na... lama (isso foi um eufemismo) para emendar cabos roÃdos por ratos, consertar repetidores e inspecionar instalações.
Acho que eles serão os mais entusiasmados defensores do WiMax...
Fonte: The Register
Em mais um episódio da série "Tudo o que você não deveria fazer, mas acabou fazendo do mesmo jeito e agora está com um pepino nas mãos", narro aqui um caso de erro de implantação de uma tecnologia que utilizava transmissão por rádio e que encontra-se encalhada por falta de planejamento.
Hoje em dia já existe um cuidado muito maior com o uso de redes sem fio (e o termo aqui tem uma abrangência grande, como veremos adiante), com o exemplo mais simples sendo a predominância das redes WiFi já com alguma criptografia configurada. Claro, uma boa parte ainda usa WEP de 40 bits, o que em termos de segurança quer dizer aproximadamente "o rei está nu". Mas não se pode exigir muito da maioria da população, então simplesmente fiquemos felizes.
Infelizmente erros de configuração, uso e cálculos na implantação de redes sem fio, ou de equipamentos que utilizem tecnologias sem fio ainda é comum, e varia do vizinho de cima até grandes companhias. Já me desculpo de antemão, e aviso: não serão citados nomes, localidades ou marcas. Sinto muito, mas o importante é a lição, não os bois.
Muito já se falou sobre a tal "computação pervasiva" que nada mais é que a interação transparente homem-máquina ("máquina" no sentido de "dispositivos computacionais") pelo mundo e agora, até ao ponto que a expressão virou hype e precisaram inventar uma nova: "Ubiquitous computing" (ainda sem tradução para o português) que é basicamente a mesma coisa.
Correndo o risco de cair no vulgar de novo, usarei o termo para descrever uma tendência onde a presença da computação é cada vez mais forte e invisível (para os usuários): os avanços da tecnologia nos sistemas de medição.
Hoje em dia, redes tornaram-se algo muito comum. Estamos comprando roteadores, pontos de acesso wireless e conectando várias máquinas ao mesmo tempo. Micro e pequenas empresas hoje contam com infraestrutura que tornou-se barata e está muito fácil perder o controle de tudo isso.
Achei essa lista recente com 10 ferramentas gratuitas, feitas pela Computerworld. Algumas já são velhas conhecidas, mas outras são boas surpresas. Clique aqui para ver a lista. Caso tenha alguma outra sugestão, deixe um comentário. Bons utilitários são sempre bem-vindos.
Essa é uma espécie de continuação do artigo anterior. O meu D-Link 514 é um roteador que tem me atendido por vários anos, trabalhando firme e forte todos os dias. Vocês já devem ter notado que sou um heavy user de Internet. Há algum tempo, eu havia descoberto na documentação do Azureus e do µTorrent que ele possui problemas de transferência no protocolo UDP.
E isso torna-se um problema justamente porque os jogos online fazem uso pesado do UDP, que é um protocolo de alta performance e baixa confiabilidade. O UDP não aguarda o retorno do pacote para saber se chegou e precisa ser reenviado, ele simplesmente dispara. Isso o torna ideal para games e redes P2P, que usam outras metodologias para garantir a integridade da informação.
O outro problema é que parece ser o único modelo da linha 5xx da DLink incompatível com o Nintendo DS. Imagine a minha frustração ao descobrir que não poderia jogar Mario Kart via internet. Snif, snif...
A pesquisa por um substituto foi a motivação para escrever esses dois posts sobre a compra de um novo roteador. Continue lendo para saber como fui eliminando os vários candidatos e como o Brasil está mal servido de opções.