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Há muitos e muitos anos, mais precisamente no começo dos anos 1990, havia um sistema operacional chamado BeOS, fabricado pela Be, Inc. Projetado do zero, era focado em aplicações multi-mídia e projetado para extrair o máximo de computadores multi-processados. A história da Be, Inc. daria um enorme (e ótimo) artigo, por isso vou fazer um avanço rápido até os dias de hoje.
“Haiku” é um tipo de poesia japonesa, mas também é o nome escolhido para o sistema operacional que tem a ambição de ser compatível (a nível binário) com a última versão do BeOS. Conduzido por um grupo de “hackers” (no melhor sentido da palavra), está disponível para download no site do projeto, mas apenas a imagem VMWare.
Esta entrevista, gentilmente cedida por Bruno Albuquerque, um dos principais desenvolvedores, fala um pouco mais do sistema e mostra a luta de uma pequena, mas motivada equipe. Um trabalho admirável, que merece, no mínimo, os nossos parabéns.
Quem é Bruno Albuquerque? Onde vive, o que faz da vida e como conheceu o Haiku?
Tenho 33 anos, moro em Belo Horizonte e trabalho como engenheiro de software para a Google. Tenho aproximadamente 8 anos de experiência com desenvolvimento de sistemas operacionais, tendo trabalhado como engenheiro de kernel para a yellowTAB GmbH no desenvolvimento do Zeta e sido um dos primeiros integrantes do projeto Haiku, liderando o time do OpenBFS e sendo integrante do time de administradores do mesmo. O envolvimento com o Haiku foi uma consequência natural do meu envolvimento anterior com BeOS/Zeta. Atualmente minhas contribuições para o Haiku têm sido mais esporádicas mas continuo ativo no projeto.
O que é o Haiku e o que o diferencia do Linux e do Windows?
Haiku é uma reimplementação open-source (usando a licença MIT) do BeOS. A primeira versão tem o objetivo de ter compatibilidade binária com o BeOS R5 (menos os bugs). O projeto foi iniciado há 7 anos e hoje encontra-se muito próximo da sua primeira versão alfa (em outras palavras, primeira versão de teste direcionada a usuários finais).
Em sua versão final, as seguintes características técnicas devem estar presentes:
Acho que isso cobre os pontos mais interessantes. :)
O BeOS não foi um sucesso de mercado, mesmo quando deixou de rodar apenas nas BeBoxes. Qual é a motivação em portá-lo para um hardware atual? O mundo precisa do Haiku?
Dois pontos sobre isso. O primeiro é que o BeOS foi, sim, um sucesso relativo e que o maior motivo para seu eventual fracasso foram as práticas monopolistas da Microsoft (o que resultou em uma ação da Be contra a Microsoft que acabou sendo encerrada com um acordo fora dos tribunais).
O segundo ponto é que o Haiku não é um port. O Haiku é uma reimplementação completa a partir do zero do BeOS. O objetivo é simples: todos os envolvidos no projeto acreditam que o Haiku pode ser mais do que o BeOS um dia foi e o motivo disso é acreditarmos que, tecnicamente falando, o BeOS era muito melhor do que as alternativas (obviamente esse ponto pode ser discutido, mas nós acreditamos nisso).
Quanto ao mundo precisar ou não do Haiku, eu acho que isso é bastante relativo. O que posso afirmar com certeza é que o Haiku serve para cobrir um nicho específico e executa bem isso. Por outro lado eu sou a favor da noção de que o melhor sistema operacional para qualquer pessoa é aquele que faz o que a pessoa quer. Se tudo que ela quer é digitar um documento no Word, então o Windows é, provavelmente, a melhor opção.
Quantas pessoas trabalham, ativamente, no desenvolvimento?
Existem uns 15 engenheiros ativos hoje, mas o número contanto com contribuidores de final de semana deve subir para uns 50.
Tentei baixar uma imagem do sistema, mas o site estava lento e caiu várias vezes. Mas percebi que é uma imagem vmware... quando poderemos ver o Haiku rodando como o sistema principal da máquina?
Você deu azar quanto ao site. Nossa solução de hosting é muito boa. :) [nota do editor: De fato, consegui baixar o arquivo no dia seguinte.] A imagem é de VMWare, de forma a deixar claro que é pra ser usada apenas para testes. Estamos caminhando para ter uma imagem ISO para o público em geral. O problema é que somos perfeccionistas e queremos que a primeira experiência do usuário médio seja positiva (se não perfeita).
E o Haiku já roda como sistema principal na minha casa. :) Você pode instalá-lo em uma partição dedicada. Nós só não facilitamos esse processo (ainda). De qualquer forma, a primeira versão pública está a apenas alguns meses (no máximo) de distância.
Existe algum plano de tornar o sistema comercial?
Não nosso. A nossa versão sempre vai ser gratuita. É claro que como optamos pela licença MIT, somos "business-friendly". :)
Existe uma "Fundação Haiku"? Quem gerencia o nome, toma as decisões do que deve ser implementado?
O Haiku é gerenciado pela Haiku Inc. Entidade sem fins lucrativos incorporada nos EUA. Mas note que a entidade apenas gerencia esforços de marketing e o capital arrecadado de n formas diferentes. Decisões de desenvolvimento são feitas pelos próprios desenvolvedores.
Haiku é multi-usuário? É possível tê-lo em casa, compartilhando o micro com os filhos, por exemplo?
Por default, ele é mono-usuário (isso é necessário para compatibilidade com o BeOS R5). Isto posto, o que ocorre de verdade é que você sempre roda como "root", mas todo o suporte para múltiplos usuários já está implementado e só não é usado por default. Quando compilando o Haiku, existe uma opção de configuração "enable-multiuser" que adiciona suporte a logins diversos e tudo mais.
Há rumores por aí de um "port" do Haiku para o Acer ONE. É verdade? O sistema pode ser uma boa alternativa para UMPCs com hardware mais modesto?
Já está funcionando. Mas até o suporte a CPU throttling, sleep mode e outras coisas necessárias para economia de energia, outros SOs ainda são opções melhores para esses super-portáteis (a não ser, é claro, que você pretenda usá-los conectados a uma fonte de alimentação externa).
Existe alguma ferramenta (gráfica) que tire proveito do BFS? Por exemplo, como eu faria para procurar todas as músicas do HD, lançadas pelo Marillion antes de 1991?
Essa é a beleza do BFS. Ele é todo integrado com o sistema. Para fazer o que quer basta usar o "Find" do sistema (ALT+F ou Deskbar -> Find). Em vez de "All files and folders", selecione um tipo específico, como "MPEG Audio File". Ai em vez de procurar por nome, selecione "by attribute", ai você pode adicionar regras como "Artist is Marillion and Year is smaller than 1991". Note que os arquivos MP3 precisam ter as informações relevantes extraídas para atributos estendidos do BFS. Isso pode ser feito manualmente, através de programas específicos que convertem a informação das tags ID3 em atributos e, futuramente, com um "extraction server" que vai servir exatamente para isso.
A pergunta que não quer calar: quando teremos uma versão 1.0?
Estamos caminhando pra isso. O Haiku é um projeto de voluntários que trabalham no mesmo no tempo livre. A data da versão 1.0 está intrinsecamente relacionada a esse tempo livre, que é variável. Assim, teremos uma versão alfa nos próximos meses e, a partir dai, mais alguns meses para a versão 1.0 final.
Quem quiser colaborar com o projeto, como deve proceder?
A melhor opção é ir ao site do projeto (http://haiku-os.org) e ver a documentação sobre desenvolvimento. Após configurar um ambiente para desenvolvimento, dar uma olhada nos tickets abertos e ver no que pode ajudar. O projeto Haiku é uma meritocracia: Se você submeter "patches" de qualidade eventualmente terá acesso de escrita ao repositório. Obviamente juntar-se as listas de discussão do projeto também é essencial.
Fique à vontade para deixar uma declaração ou um desabafo... :)
Existem duas perguntas bastante comuns que sempre me fazem quando menciono o Haiku e que acho que sua audiência também possa estar se perguntando:
1 - A primeira delas e na verdade, composta de 3 questões básicas mas as respostas para as três podem ser resumidas em uma única: Por que mais um SO? Por que não ajudar o Linux? Por que não usar o Linux como base?
O Haiku é desenvolvido por um grupo de pessoas que acredita que ele pode ser melhor do que as opções existentes atualmente no que tange a SOs para desktop. É fato que essa crença possa ser questionada mas também é fato que isso é irrelevante. :) É mais ou menos como dizer pra alguém apaixonado por motos "custom" que o que ele está fazendo é irrelevante pois existem dezenas de motos excepcionais por ai. :)
O fato do Haiku considerar resposta ao usuário como a coisa mais importante o coloca em uma categoria bastante separada dos outros SOs. Isso tem vantagens e desvantagens, como tudo, mas nós acreditamos que as vantagens são maiores que as desvantagens. Exatamente por essa diferença de filosofia nós optamos por escrever um outro SO. Também por isso não há sentido em ajudar um projeto como o Linux, por exemplo e, também, usar o mesmo como base.
2 - A segunda é sobre a eterna guerra de licenças. Como já mencionado, nós adotamos a licença MIT e não a GPL. Muitas pessoas questionam isso e acha que isso foi "errado" (para uma definição bem peculiar de "errado"). Por que adotar a licença MIT e não a GPL?
Muitas vezes a argumentação em torno da GPL vem acompanhada de uma argumentação sobre "liberdade". Pois o motivo de adotarmos a licença MIT é exatamente devido a liberdade. A licença diz, basicamente, você pode fazer o que quiser com esse código desde que mencione a origem. Isso inclui empacotar tudo e vender como um produto closed-source.
Muitas pessoas acham isso um problema e a nossa contra-argumentação é simples: o nosso projeto sempre será livre. Independente de alguém começar a comercializar uma versão fechada do mesmo, a nossa versão ainda vai estar ali. Como temos muita expertise no assunto, acreditamos que seria melhor para empresas trabalharem conosco no projeto em vez de simplesmente em sua versão própria. Isso pode ocorrer ou não mas estamos pagando pra ver.
Um vídeo muito interessante, sugerido pelo Bruno, pode ser visto aqui:
Meus sinceros agradecimentos ao Bruno, que nos cedeu seu precioso tempo para esta entrevista e ao leitor Harlley, por ter feito a “ponte” com a equipe do projeto. Para os mais “bravos”, a imagem VMWare disponível para download dá um gostinho e sempre há a possibilidade de se instalar diretamente no HD… e vamos torcer para que a versão 1.0 saia logo!
Viva o Haiku
http://meiobit.pop.com.br/forum/software/outros-si...
Não somente VMWare, QEMU também, inclusive pode baixar o trunk SVN e compilar no Linux, ou Windows, sendo esse ultimo ainda em testes. Antigamente ele se chamava OpenBeOS.
Aqui http://dev.haiku-os.org/roadmap fala o que falta.
Quando vão ter as insígnias do Haiku? Quero trocar meus tibs.
O favicon do site oficial é legal.
É sempre bom ver o Meio Bit dando espaço à coisas diferentes dos tutorias Dori Prata pra ocultar a extensão de arquivos no Windows Vista.
Já tenho o Haiku no meu computador e queria ver sair a versão 1.0 logo. O sistema é exatamente interessante por fugir do "pseudo-comunismo" da GPL e FSF, ao mesmo tempo sendo aberto e querendo ter a compatibilidade com o BeOS.
Que venham os Win-mimimi's falar mal de mim.
Bah!! Essa foi boa, hehehehe!!
Coitado do Dori Prata, hehehe!
realmente, parabéns pelo post!
é sempre bom ver novos projetos a este nível surgindo por aí, e qm diria, com um brasileiro (ou mais) no projeto.
tomara q o projeto continue firme e forte, e terei prazer em testar a versão 1.0, bem como a disponivel hje no site. parabéns a todos os envolvidos!
--
http://GeekArAlho.blogspot.com
sete anos pro primeiro alfa? O Hurd que se cuide.
sim, quase igual aos 6 anos em que a microsoft levou pra fazer um sistema novo recebendo dineiro e com muitos developers [sic].
volta pro seu macbook, cardoso
Diferença é que ele já está no mercado e ganhando $$$.
Btw, comparar algo pequeno e sem nenhuma responsabilidade como o Haiku com o Windows é forçar a amizade.
Não desmerecendo o Haiku, mas essas "frases de efeito" dos anti-microsoft já viraram clichês chatos faz muito tempo.
Cassio R Eskelsen
não tem nenhuma frase de efeito ai.
Se você (ou o Cardoso) acha que só pq o Windows tem 90% do mercado de desktops ele é a salvação do mundo, devia pensar melhor.
Lembre-se que nenhuma empresa começa grande. Se comçou é pq teve mensalão e Lula ai no meio.
Verdade dói, não?
A salvação do Mundo é o OS X, mas assim como os Mormons, nós donos de Mac sabemos que somos poucos os escolhidos que serão arrebatados.
Eu adoraria ver uma comparação entre o Hurd (se ainda existir) com o Haiku!
P.s.:
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Nem pensar! Nunca entenderiam minha letra, minha sorte e que meu Blog não é manuscrito!
Gostei foi da tirinha
Chamou o Cardoso de Troll na cara dura
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Eu chamando o Cardoso de Troll?
Você esta maluco?
Ta querendo que ele me mate?
(que foi que eu te fiz?)
A tirinha foi só pra descontrair, por causa de uns comentários que costumam aparecer quando se discute sobre os sistemas operacionais, licenças, filosofia de software, etc...!
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A mim vc nao fez nada, mas essa tirinha deu a entender q vc chamou o Homem de Troll
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sim, ele chamou de troll.
Mas o cardoso sofre de dupla personalidade e as vezes age como um troll, mas e tudo culpa do lado que so aparece quando ele esta dormindo haushuahsua...
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"É certamente prejudicial para as almas tornar uma heresia acreditar no que é provado."(Galileu Galilei)
Só que o Haiku é um sistema operacional completo, enquanto o Hurd é só um kernel. Quanto tempo a MS levou fazendo o Vista, mesmo sendo a empresa mais rica do ramo da tecnologia? E qual foi o resultado como produto deste desenvolvimento? Pense nisto.
Francamente Cardoso, não esperava um comentário desse nível vindo de você.
Depois dessa excelente matéria do Marcellus isso é realmente tudo que você tem a dizer?
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No tears, please! It's a waste of good suffering!
Essa foi a única maneira que conseguiu de citar o Stallman? Esperava um comentário melhor [2]. Essa paixão não correspondida ainda vai te trazer problemas.
Sobre o Haiku, parece promissor. Está aí uma ótima oportunidade para quem quer contribuir para um projeto interessante. Para alunos de computação, é uma das melhores formas de aprender como desenvolver um bom sistema. Quem não se sente confortável em estar "mexendo" em um kernel, deve saber que o projeto é um sistema completo (diferente do Hurd), e portanto, dá para contribuir até com Screen Savers. Open Source é bom para isso.
Outra observação sobre o BeOS é que mais uma vez a Palm fez m%rd@.
Essa foi a única maneira que conseguiu de ligar eles ao Stallman? Esperava um comentário melhor [3].
Alunos de ciência da computação podem beneficiar-se e muito desse projeto, podem, inclusive, desenvolver alguma coisa para o Haiku como TCC.
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No tears, please! It's a waste of good suffering!
Sim, mais um daqueles TCCs com nomes compridos que invariavelmente começam com a palavra "protótipo" (ou equivalente) e que são esquecidos logo após passarem pela banca pois não tem aplicabilidade alguma.
Cassio R Eskelsen
Ao contrário desses que você citou, esse não tinha desde o início a cara de páu de dizer que ia fazer algo revolucionário.
A intenção dessa idéia citada é uma das melhores: APRENDER.
E aprender muito bem, de forma prática, consistente.
É muito diferente desses medíocres que existem muito por aí.
Essa idéia de que algo tem sempre de ser válido pro mercado é baboseira. Ainda mais no Brasil que nosso mercado de TI não cria praticamente nada de tecnologia, só consome.
realmente mais um comentário deprimente e totalmente desnecessário do mediocre cardoso.
Todo SO demora vários anos para ser feito, nada mais normal que isso. Se você tivesse feito um curso de Ciência da Computação ao invés de marketing e propaganda (ou seja lá o que você tenha feito), saberia disso.
Fora que a idéia deles é que a versão 1.0 já tenha tudo implementado.. um SO completo, não é um "fractal feito em 386" como você costumava desevolver na época que você se auto intitulava "micreiro".
http://www.youtube.com/watch?v=B3bgmpn9e7U
Fonte: aqui no MB.
Poxa! O Haiku não não está tentando dizer que os outros S.O. são do mau, nem estão tentando criar um produto comercial pra matar os outros O.S. e dominar o mundo, e acho que isso fica claro pela licença MIT. É só um pessoal apaixonado por S.O. desenvolvendo o que eles consideram a melhor tecnologia possível. Isso é muito mais pesquisa científica do que desenvolvimento de produto na minha opinião. E pesquisa científica, se tiver resultado positivo, pode demorar 100 anos e ainda assim é válida.
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Dodge this!
O problema é quando as pessoas pensam que esses sistemas vêm para tirar mercado dos softwares comerciais e que tem a mesma necessidade de desenvolvimento rápido para lucrar o quanto antes.
Continuando sobre o Haiku:
Minsky uma vez falou em uma palestra (aqui mesmo no Brasil) que se quer que uma pesquisa dê certo, dê dinheiro para os cientistas e deixe eles trabalhar em paz. Se eles já desenvolvem um bom sistema sem recurso financeiro (direto), imagine com esse "apoio".
O problema que isso é uma faca de dois gumes. Todos gostariam muito de que eles recebessem financiamento (da HP, por exemplo) para o desenvolvimento "deslanchar". O problema é que se uma empresa investe, ela vai querer direcionar o desenvolvimento para o interesse deles (isso é natural).
Eles devem pensar muito sobre esse assunto. Caso o Bruno consiga entrar, seria interessante saber a visão dele sobre o assunto.
do not feed this troll
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www.forum-invaders.com.br
A diferença basica entre o Haiku e o Hurd é que nossos 7 anos foram de diversão criando algo que, no final das contas, é a materialização de um sonho. Críticas são muito bem vindas, mas essa definitivamente não se encaixa na categoria de crítica construtiva (que, por motivos óbvios, é preferível).
De qualquer forma, estamos quase lá.
Epa, morda a língua, o Hurd está voltando com tudo: http://br-linux.org/2008/equipe-do-debian-gnuhurd-...
(O detalhe é que a notícia de 16/09/2008 !) \o/ \o/ \o/
Pelas características do Haiku, eu acho que seria o sistema ideal para um "media center" afinal um sistema realmente
Se tiver o OpenOffice, Pidgin, Thunderbird e o Firefox (com suporte a flash?) no Haiku, eu já cogito trocar de sistema!
(ficaria perfeito num UMPC)
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a não ser que o sistema não tenha proteção à fork bomb.
Seria o terror dos usuários:
"Clique aqui para ver minha foto!"
Aí baixa um script:
While true {
fork;
}
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Já temos Firefox (sem Flash por enquanto).
Um dia teremos OpenOffice, mas com certeza portar o mesmo é tão complexo (talvez até mais) do que escrever um sistema operacional. Quando eu ainda estava na yellowTAB nós iniciamos o port para o Zeta e desenhar o grafos de dependências do software tomou uns 2 dias.
Infelizmente nõa estou conseguindo achar a imagem do gráfico plotado (o site da yT não existe mais), mas era de dar medo.
Quanto ao Thunderbird, o Haiku vem com um subsistema de email (Mail Kit) escrito por mim e e Nathan Whitehorn (com colaborações de outros desenvolvedores) que é extremamente poderoso e faz uso completo dos recursos do BFS (você pode usar o "Find" do sistema para procurar emails, por exemplo). O mesmo é completamente modular e multi-threaded (como tudo no Haiku). Devido a ele, você pode escrever clientes de email sem precisar saber nada sobre protocolos de envio e recebimento ou mesmo sobre como fazer um filtro anti-spam. Basta saber ler escrever arquivos.
Também nõa temos o Pidgin, mas temos o IM Kit (também desenvolvido em parte por mim) que também faz uso completo do BFS (você pode usar o "Find" do sistema para fazer queries como "show me all my contacts that are online in any IM network right now"). Também todo modular e multithreaded. E se você quiser criar uma interface diferente pra ele basta, também, apenas saber como ler e escrever arquivos.
Opa!
Bom "ler" alguém envolvido no projeto. Podemos fazer algumas perguntas? De qualquer forma já vou fazendo.
Isto já é muito bom.
Openoffice acho muito importante. Ter ele portado para o Haiku é de extrema importância para atrair mais usuários, principalmente os que usam basicamente internet e suites de escritório.
Aqui minha pergunta não é sobre o Pidgin ou IM Kit, mas sobre esse estilo de busca. Provavelmente ela só pode ser feita em inglês, certo? Qual a dificuldade para "portá-la" para português? Existe alguém trabalhando nisso?
É que existe uma interface gráfica para a busca e o Haiku por enquanto é apenas em inglês. Mas ele vai ser multilingual eventualmente, não se preocupe.
Algumas perguntas:
1- Como será o marketing do lançamento do Haiku? Será algo como o Download Day do Firefox?
2- Como seria a complicabilidade (nossa, existe isso?) de se portar um sistema tipo o Wine para o Haiku?
3- Sendo o Sistema Orientado a Usuário, como ficarão os processos em Background, como por exemplo a compilação de um vídeo, ou um Scan de um Anti-vírus?
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Complexidade, GuZ. Complexidade!
Arigatô
Sabe quando a palavra some?
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1 - Não imagino que façamos nada demais. Com certeza será divulgado em todos os sites relevantes mas nada além disso.
2 - Muito mais simples do que seria portar para BeOS.
Isso não diz muito mas significa que é possível de ser feito. Basta alguém interessado o suficiente em fazer isso acontecer.
3 - Os processos vão funcionar normalmente. Apenas nunca serão capazes de reduzir de forma significativa a performance interativa.
Interessante.
Quanto a segunda questão, eu acho que o grande problema do Linux é não suportar todas as aplicações Windows, além de ser difícil de mecher.
Acho que se fosse possível portar o Wine, de uma forma que ele ficasse "Nativo" no Sistema, o Haiku poderia fazer bastante sucesso, principalmente em empresas que não vêem lógica em pagar uma licensa para rodar o Windows.
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* Duplicado!
Bom saber a quantas anda o desenvolvimento do Haiku. Cheguei a pensar que estava morto e enterrado.
E é muito bom saber que eles estão preocupados com o usuário, ao contrário de alguns desenvolvedores *tards.
E é muito bom saber que eles estão preocupados com o usuário, ao contrário de alguns desenvolvedores *tards.
Os Linuxers que o digam....
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A galera do KDE poderia ter umas aulas com eles, né?
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Do KDE, do GNOME, da APPLE, da RedHat, da Microsoft, Desenvolvedores Web (menos os caras do Google)...
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Obrigado pelo elogio (ao Haiku e aos "caras do Google").
É... e eu uso linux.
Mas se a comunidade do KDE quer se autodestruir ao espantar possíveis colaboradores, o problema é deles.
E concordo com o MarKaum, eles poderiam ter aulas com o pessoal do Haiku.
Gostei do post. Sempre acho válido testar novos sistema operacionais (até o Solaris eu testei!), vai que aparece um realmente bom. Por enquanto o MacOS ta ganhando...
Eu tenho 2 Macs. Um MacMini que uso como media center e um MacBook Pro. Eu realmente acredito que, com o tempo, o Haiku pode ser melhor em termos de usabilidade do que o MacOS. Mas concordo que o MacOS é uma das melhores opções hoje.
Uma coisa para quem usa Mac e acho ruim no Haiku é não ter a busca fácil de usar tipo o spotlight na barra.
Bem, quando comparado com o Mac, o nível de indireção é apenas 1. Deskbar -> Find (ou você ainda pode usar o atalho ALT+F). Não estou dizendo que você esteja errado mas, apenas, que isso é uma questão de preferência. Eu estou bastante acostumado a usar ALT+F.
Está frase falou tudo, é o mesmo argumento que se pode usar a favor do firefox, opera, chrome e as várias distros linux.
Gostei dos conceitos do SO, serei um dos primeiros a instalar no meu hd quando sair a versão 1.0.
E nesse momento não dá pra compara-lo com outros SOs principalmente pelo tamanho do time de desenvolvimento e vem com conceitos muito interessantes. Pena que não tenha ninguem pagando pelo seu desenvolvimento, ai sim a briga ia ser feia.
Bem que a hp poderia investir nele ou mesmo o google.
Um SO com o foco no usuário final e sob a licença MIT tem todo o potencial para tornar-se a base do GoogleOS.
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