Nós noticiamos aqui que o Seth Macfarlane, criador de Family Guy havia fechado um acordo com o Google / Fox onde faturaria US$100 milhões, entre seus vários projetos.

O mais interessante era um modelo revolucionário onde ele veicularia curtas online em troca de publicidade, como a TV vem fazendo desde os anos 40.

A sacada dele foi entender que o público de Internet tem déficit de atenção e nem todo mundo tem banda a dar com o pau (isso soou estranho, não?) e prefere filmes curtos.

Seu novo site, Seth MacFarlane's Cavalcade of Cartoon Comedy segue esse modelo. Os primeiros filmes estão sendo patrocinados pelo Burguer Kink, e trazem o humor clássico que é apreciado ou odiado, dependendo se você gosta de Family Guy ou não.

Seguindo as dicas da tal web 2.0, o site tem blog, os vídeos são em Flash e facilmente embedáveis em qualquer site, como você pode ver no exemplo abaixo, que mostra o que acontece depois que o Mário (vai, pergunta) salva a Princesa:




 

A única falha é não ter um RSS, mas ninguém é perfeito.

A Esquire lançou uma edição especial de 75 anos, e conforme anunciou seria a primeira revista a trazer na capa um setor com ePaper, a tecnologia usada nos leitores de eBooks da Sony e no Amazon Kindle.

É o princípio da Revolução, um chip traz o texto gravado, que pode ser animado ou não, tem consumo zero de energia (só gasta quando muda de estado) e alta definição.

No caso da Esquire para não passar em branco (literalmente) a novidade, fizeram o texto animado. Quem bancou a graça? Na parte de dentro há um comercial animado (não dá mais pra chamar de anúncio) da Ford.

Vejam o vídeo:




 

O Século XXI está parecendo muito com os filmes dos anos 80, com jornais onde as manchetes mudam (e não porque alguém impediu o Marty McFly Jr de ir na onda do Biff) e (às vezes) falam e tocam trilhas sonoras. Isso pode levar a uma enorme mudança na forma com que interagimos com o mundo real? Talvez. Até hoje bancas de jornal eram estáticas, mas também eram as homepages e os anúncios do metrô. Hoje temos telas de TV passando a TV Metrô, nos bares temos a TV Boteco, e os dirigíveis estilo Blade Runner não demorarão muito.

Temos ações com totens Bluetooth enviando mensagens para nossos celulares, para baixarmos vídeos, imagens e promoções, como café grátis em lojas próximas. Quando o Luli Radfaher falou em sua sensacional palestra que ninguém clica em banners deste 1977 estava certo. O modelo CPC parece fadado ao desaparecimento, a publicade continua interessada nos olhos e mentes, não nos dedos. Exigir que o leitor clique, aja, reaja, tome uma atitude ali, naquele momento é irreal.

Um anúncio como esse da Esquire é muito mais eficiente fixando a marca, vão conseguir ser manchete em milhares de sites de tecnologia e propaganda, conseguindo uma exposição que só no MeioBit custaria dezenas de milhares de dólares, segundo nossa tabela alternativa de preços "ninguém vai pagar, mesmo".

Como ficarão as bancas com todas as revistas piscando e mudando o texto da capa? Não muito bom, eu acredito, mas por outro lado a idéia de que vou passar perto de uma banca e meu celular vai avisar que recebeu por Bluetooth informação de que as revistas que costumo ler estão com exemplar novo me parece atraente o suficiente para compensar o efeito estroboscópico.

Fonte: The Raw Feed

O dia que o Tim O'Reilly definiu o termo "Web 2.0", isso lá pra meados de 2004, a internet começava a descobrir seu verdadeiro potencial. Surge a internet como plataforma: "Vamos aproveitar a inteligência coletiva!"...

Sugeriram certos conceitos interessantes naqueles seminários, como o "beta eterno", abertura de API dos sites (que a partir de então não são mais sites, são "serviços"), e também o uso mais abrangente do XMLHTTP (da Microsoft, aliás), que todo mundo conhece hoje como Ajax.

Já tínhamos serviços Web 2.0 desde lá por meados de 2000, 2001. A Wikipedia surgiu nesta época. Em 2004 já não era um fenômeno novo. O que a conferência fez, reunindo vários estudiosos, foi estudar e endossar os sites sobreviventes da bolha da internet e se perguntarem "Porque que estes sites não pereceram, tal qual os demais"? Alguma coisa eles têm, que os fez fazer sucesso.

Em um artigo anterior, eu mencionei um serviço chamado Utterz e prometi escrever sobre ele em mais detalhes:

O Utterz é um site interessante que pode ser utilizado para finalidades diferentes, mas a base do seu funcionamento é permitir que usuários postem conteúdo em forma de texto (com o usual limite de 140 caracteres), áudio, imagens e vídeo, que podem ou não se transformar em conversações (dependendo da finalidade do conteúdo postado).

Se, por exemplo, um usuário publica um vídeo fazendo uma pergunta a outros usuários, ela pode ser respondida utilizando qualquer uma das formas mencionadas acima (ou uma combinação delas). O Utterz tem características muito similares ao Twitter e outros serviços do gênero, mas ao invés de apostar na total simplicidade (como é o caso do Twitter), aposta em oferecer alternativas multimídia que enriquecem as interações.

Se você está pensando que isso complica demais as coisas sem necessidade, não se engane: eles construíram o site de tal forma que a simplicidade de uso se manteve intacta. Áudio e vídeo, por exemplo, podem ser gravados diretamente pelo site, embora exista a opção de fazer upload dos arquivos também:

utterz1 utterz2

Além destas opções, updates em qualquer formato podem ser enviados pelo celular e por email, o que significa total mobilidade aos usuários. O Utterz tem números de telefones em vários países para possibilitar a gravação de áudio diretamente de celulares, para que você possa ler e ouvir respostas enviadas e você, além de uma série de outras funções. O Brasil ainda não tem um número próprio, mas é provável que em breve passe a ter.

Uma nova versão do site de social bookmarking, del.icio.us, estará saindo do forno em breve, conforme anunciado no blog oficial. As mudanças vêm sendo anunciadas faz tempo; em março foi mostrada uma prévia do redesign:

O anúncio oficial não dá nenhum detalhe sobre as novidades, mas eles parecem estar preocupados em avisar os usuários que todos serão deslogados do sistema quando a nova versão for ao ar - e orientam para que todos se lembrem de seu nome de usuário e senha e aproveitem enquanto estão logados para atualizar seus endereços de email para recuperação de senha, caso venha a ser necessária.

Uma das mudanças que passará a ser oficial diz respeito à URL do site: você levou um tempão para memorizar a forma correta de digitar "del.icio.us" (e digitou coisas como de.li.cious até acertar)? Esquece tudo! Agora a URL oficial do site será delicious.com. Na verdade, este endereço já funciona e direciona para del.icio.us, mas com a mudança o endereço das páginas de usuários passam a ser oficialmente http://delicious.com/nome_do_usuário.

O del.icio.us foi um dos primeiros sites precursores das tendências da web 2.0, mas após ser comprado pelo Yahoo em 2005 não recebeu nenhuma melhora significativa. Ao que tudo indica, com base na imagem da právia acima, o novo design deve manter o mesmo "look and feel" com o qual estamos acostumados, mas atualizado para acomodar funções novas, tais como ampliação e melhoria nas formas de gerenciamento e filtragem dos links (bookmarks).

Como a data de lançamento não foi anunciada (e estas mudanças vêm sendo comentadas já desde o ano passado), não se sabe quando usuários terão acesso à nova versão, então a nós resta apenas continuar esperando.

PatriciaMuller's picture

StartupSchwag

Camiseta do Digg, do TechCrunch, Lijit, Mashable, Pownce... Estrelinhas anti-stress de espuma, adesivos, tudo com o logotipo de startups. Aqueles brindes todos que todo mundo quer quando chega em qualquer feira ou evento da web.

Não é brinde, mas tudo isso pode ser seu e chegar mensalmente pelo correio em um pacote surpresa se você fizer uma assinatura mensal no valor de US$ 14,95 (+ US$ 10,45 do frete internacional) no site StartupSchwag.

Todo mês eles enviam para qualquer lugar do mundo o tal pacote surpresa. Ao abrí-lo (pensem na emoção!) você pode encontrar uma camiseta muito, muito bacana do Firefox (as dos sites mencionados acima provavelmente não, pois estas já foram enviadas em meses anteriores), de excelente qualidade (pois eles utilizam a American Apparel) e adesivos do YouTube e do HelloTxt. OU você pode achar conforto no fato de se orgulhar em viver perigosamente e dizer a si mesmo que os US$ 25,40 valeram a adrenalina dos minutos que precederam a abertura do pacote, quando encontrar lá dentro uma camiseta pink de uma startup sobre a qual nunca ouviu falar.

startupschwag

Brincadeiras à parte, os pacotes enviados até agora, pelo que se pode notar nas fotos postadas no Flickr, contiveram camisetas de algumas marcas bacanas - até porque enviar produtos que não agradem os clientes não vai mantê-los no mercado por muito tempo. O site StartupSchwag foi lançado em Setembro de 2007 e quem quiser viver perigosamente e parar de mendigar por camisetas "cool" de marcas da web, é só se inscrever neste link. Quem sabe você não pode sair por aí usando uma camiseta onde se lê del.icio.us?

Ou então, claro, você pode deixar comentários nos nossos artigos, participar do fórum, juntar tibs e trocar por uma camiseta do Meio Bit!

Apesar de todas as "baleiadas" do Twitter, ele continua firme e forte na preferência da maioria dos microbloggers. No último mês, o Plurk teve um grande crescimento, contando com adesão e participação ativa de gente grande como Darren Rowse, por exemplo, que escreveu neste período alguns artigos sobre suas impressões (positivas) com relação ao Plurk.

Estes não são os únicos serviços, mas são bons exemplos de que o microblogging está tendo um forte impacto na forma como as pessoas se comunicam hoje pela internet, seja com objetivos pessoais ou profissionais - ou ambos.

E aí, conforme este mercado cresce, surgem novas idéias de como fazer a mesma coisa de formas diferentes ou, em alguns casos, complementares.

Esta parece ser a idéia por detrás do novo serviço 12seconds.tv, que está em estágio alpha e, aparentemente, em pauta hoje. O site empresta o conceito de comunicação através de mensagens curtas e o aplica a uma outra tendência que se fortalece em paralelo na internet: vídeo. 12seconds.tv é Twitter em vídeo e, como o próprio nome deixa implícito, os vídeos têm uma limitação de 12 segundos.

12seconds_tv

As pessoas se habituaram aos 140 caracteres padrão nos microblogs. Mas 12 segundos em vídeo? Por que 12 exatamente e não, digamos, 30? Em 140 caracteres de texto, pode-se espremer, entre abreviações e links curtos, bastante informação. Mas será que 12 segundos em vídeo são suficientes?

De uma forma ou de outra, as pessoas estão testando o serviço que, para não perder o costume, depende ainda de convites que aos poucos vão se espalhando.

A idéia em si não é exatamente nova, o site Seesmic já faz algo similar, mas sem a limitação dos 12 segundos. Um outro serviço chamado Utterz (sobre o qual vou escrever em um artigo separado), ainda pouquíssimo conhecido, me parece muito mais eficiente na medida em que não restringe a comunicação a uma só modalidade: pode-se postar updates em forma de texto, imagens, áudio ou vídeo, pelo próprio site ou pelo celular e ainda permite o cross-posting do conteúdo para outros serviços e para blogs.

Eu particularmente acho interessante observar o desenrolar de todas estas formas de comunicação que a internet está nos possibilitando explorar. E a minimização da informação que foi popularizada através do Twitter tem seu espaço, caso contrário não faria tanto sucesso. Mas o que dizer do 12seconds.tv? 12 segundos não é minimização demais? O que você acha?



Design Wenetus